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Home Club: por que as grandes áreas de lazer ganharam espaço nos empreendimentos?
Piscinas, academias, quadras, espaços gourmet, áreas infantis e muito mais. Entenda o conceito Home Club, por que ele ganhou espaço nos empreendimentos e o que avaliar antes de comprar.
Home Club: por que as grandes áreas de lazer ganharam espaço nos empreendimentos?
Piscina, salão de festas e playground.
Durante muito tempo, esses eram alguns dos principais diferenciais encontrados nas áreas comuns dos edifícios residenciais.
Mas os empreendimentos mudaram.
Academias maiores, piscinas internas e externas, quadras esportivas, espaços gourmet, brinquedotecas, pet places, coworkings, spas, saunas e diferentes ambientes de convivência passaram a fazer parte de muitos projetos.
Em alguns casos, as áreas comuns ganharam tamanha importância que passaram a ocupar milhares de metros quadrados dentro do empreendimento.
É nesse contexto que ganhou força o conceito Home Club.
Mas por que esse modelo passou a aparecer com tanta frequência nos lançamentos imobiliários? E, principalmente: ter uma grande estrutura de lazer significa necessariamente fazer uma escolha melhor?
O que é um Home Club?
Home Club é uma expressão utilizada pelo mercado imobiliário para identificar empreendimentos residenciais que oferecem uma estrutura ampla de lazer, esporte e convivência aos moradores.
Não existe uma lista única de ambientes que determine se um condomínio é ou não um Home Club.
O conceito está muito mais relacionado à proposta do empreendimento: trazer para dentro do condomínio experiências que tradicionalmente seriam procuradas fora dele.
É comum encontrar nesses projetos estruturas como:
- piscinas adulto e infantil;
- piscina aquecida;
- academia;
- quadras esportivas;
- espaços gourmet;
- salões de festas;
- brinquedoteca;
- playground;
- sala de jogos;
- pet place;
- spa e sauna;
- espaços de convivência.
Projetos maiores podem reunir dezenas de ambientes diferentes.
A área de lazer deixa, portanto, de funcionar apenas como complemento do apartamento e passa a fazer parte da própria proposta de morar naquele empreendimento.
Por que esse conceito ganhou espaço?
A evolução dos Home Clubs acompanha mudanças na própria forma de morar.
As áreas comuns dos edifícios passaram a assumir funções que antes dependiam de estruturas externas ao condomínio.
Exercitar-se.
Trabalhar.
Receber amigos.
Brincar com as crianças.
Passear com o animal de estimação.
Relaxar.
Realizar comemorações.
Quanto mais atividades podem acontecer dentro do próprio condomínio, maior pode ser a conveniência para determinados perfis de moradores.
Ao mesmo tempo, as construtoras passaram a utilizar essas estruturas como parte importante da diferenciação dos seus projetos.
Assim, em muitos empreendimentos, a decisão deixou de envolver apenas como é o apartamento e passou a considerar também o que existe além da porta da unidade.
Itajaí ajuda a mostrar essa transformação
O mercado imobiliário de Itajaí oferece bons exemplos dessa evolução.
Na Praia Brava, empreendimentos como o Brava Home Resort ajudaram a levar essa proposta a uma escala bastante ampla. O complexo informa mais de 60 mil m² entre áreas verdes e de lazer, com estruturas que incluem piscinas, spa, cinema, quadra, pista de skate e até praia artificial.
Outros projetos da cidade seguiram diferentes interpretações desse conceito.
No bairro Fazenda, o Lotisa Home Club reúne duas torres e ambientes como piscinas, academia, sauna, spa, mini quadra, pet place, salões de festas e espaços de convivência.
Já o São Vicente Home Club apresenta aproximadamente 8 mil m² de lazer, distribuídos em três grandes áreas conectadas por uma passarela, com cerca de 30 ambientes.
São projetos com características, públicos e períodos diferentes, mas que ajudam a mostrar como as áreas comuns passaram a ocupar uma posição cada vez mais relevante na concepção dos empreendimentos.
O movimento também aparece em outras cidades do litoral
O conceito não está restrito a Itajaí.
Balneário Piçarras, por exemplo, reúne diferentes empreendimentos que adotam a denominação Home Club ou apresentam grandes estruturas de lazer.
Piscinas, quadras, academias, espaços gourmet, áreas infantis e ambientes de convivência aparecem em projetos de diferentes padrões e metragens.
Isso é importante porque mostra que o conceito não está necessariamente associado apenas a apartamentos grandes ou empreendimentos de altíssimo padrão.
Em alguns projetos, unidades relativamente compactas dividem uma estrutura comum bastante ampla.
Essa combinação cria uma lógica interessante: menos espaço exclusivamente dentro do apartamento e mais possibilidades de uso compartilhado dentro do condomínio.
Mais lazer significa necessariamente um empreendimento melhor?
Não.
E essa talvez seja uma das questões mais importantes para quem está comparando imóveis.
Uma estrutura com dezenas de ambientes pode ser extremamente interessante para uma família que pretende utilizar piscinas, academia, brinquedoteca, quadras e demais espaços frequentemente.
Para outro comprador, boa parte dessa infraestrutura pode ter pouca utilidade.
Por isso, em vez de contar quantos ambientes existem, vale entender quais deles realmente fazem sentido para sua rotina.
Esse raciocínio é semelhante ao que mostramos em Como escolher o andar ideal de um apartamento: características consideradas melhores pelo mercado nem sempre representam a melhor escolha para todos os compradores.
E o custo do condomínio?
Esse é um ponto que merece atenção.
Piscinas precisam de manutenção.
Academias possuem equipamentos.
Elevadores consomem energia.
Jardins precisam ser cuidados.
Espaços climatizados, saunas, piscinas aquecidas e outras estruturas também possuem custos de operação.
Por outro lado, empreendimentos com muitas unidades conseguem dividir determinadas despesas entre um número maior de proprietários.
Por isso, não é possível concluir simplesmente que um condomínio com grande área de lazer terá necessariamente uma taxa condominial elevada.
O mais importante é avaliar a relação entre:
- tamanho da estrutura;
- quantidade de unidades;
- equipamentos existentes;
- serviços oferecidos;
- custos previstos de operação e manutenção.
Antes da compra, vale buscar informações sobre a estimativa de condomínio e compreender quais estruturas estarão disponíveis.
Para quem um Home Club pode fazer mais sentido?
Esse tipo de empreendimento tende a ser especialmente interessante para pessoas que valorizam o uso frequente das áreas comuns.
Famílias com crianças podem aproveitar playgrounds, brinquedotecas, piscinas e áreas esportivas.
Quem pratica exercícios pode valorizar academia, piscinas e quadras.
Moradores que trabalham remotamente podem encontrar utilidade em coworkings e espaços compartilhados.
Já quem gosta de receber amigos pode utilizar salões de festas e ambientes gourmet sem depender da área interna do apartamento.
Por outro lado, alguém que utiliza pouco o condomínio pode não atribuir o mesmo valor a essa estrutura.
Não existe uma resposta universal.
Existe o empreendimento que combina melhor com cada estilo de vida.
O que observar antes de comprar?
Quando estiver pesquisando um empreendimento com uma grande área de lazer, procure ir além das imagens do material de divulgação.
Observe:
- quais ambientes realmente serão utilizados;
- quantas unidades compartilharão a estrutura;
- como os espaços estão distribuídos;
- se existem áreas cobertas para utilização durante todo o ano;
- qual é a estimativa da taxa condominial;
- como será realizada a manutenção;
se a estrutura atende ao perfil de quem pretende morar no empreendimento.
Também vale comparar a área de lazer com outros elementos igualmente importantes da decisão, como localização, planta, posição solar, padrão construtivo e histórico da construtora.
Se quiser aprofundar essa análise, confira também: Como avaliar um imóvel na planta antes de comprar.
A área comum passou a fazer parte do produto
Talvez essa seja a principal transformação trazida pelos Home Clubs.
Durante muito tempo, a análise de um empreendimento residencial esteve concentrada principalmente no apartamento.
Quantos metros quadrados?
Quantos dormitórios?
Quantas vagas?
Qual é a planta?
Essas perguntas continuam importantes.
Mas, em determinados projetos, outra questão ganhou peso:
Como será viver dentro desse condomínio?
É justamente aí que as áreas comuns passaram a assumir uma nova função.
Elas não servem apenas para complementar o apartamento. Em muitos empreendimentos, fazem parte da experiência de morar.
Como aplicar esse conhecimento na sua pesquisa
Na próxima vez que encontrar um empreendimento com dezenas de ambientes de lazer, não analise apenas a quantidade.
Pergunte-se:
Eu realmente utilizaria essa estrutura?
Compare o que é oferecido com sua rotina, seu perfil familiar e seus objetivos com o imóvel.
Uma piscina enorme pode ser um diferencial importante.
Uma academia completa também.
Um coworking pode mudar a rotina de quem trabalha em casa.
Mas esses mesmos espaços podem representar pouco para alguém que dificilmente os utilizará.
Por isso, mais do que perguntar quanto lazer o empreendimento oferece, talvez a pergunta mais importante seja:
Quanto desse lazer faz sentido para a minha vida?
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O Direto na Planta reúne lançamentos imobiliários, informações sobre cidades, construtoras e conteúdos educativos para ajudar compradores e investidores a compreender melhor o mercado.
Nosso objetivo é apresentar informações que facilitem comparações e contribuam para decisões mais conscientes durante a pesquisa por um imóvel.
Porque escolher um empreendimento não significa analisar apenas o apartamento.
Significa entender tudo aquilo que fará parte da experiência de morar nele.